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Segundo Reynaldo Kuntz Busch, em A História de Limeira, havia uma relação de nove sesmarias doadas, na região, entre 1799 e 1821. A primeira sesmaria foi doada ao Coronel Luiz Antonio de Souza e ao Tenente Ignácio Ferreira de Sá. Outra sesmaria, a do Morro Azul, envolvendo Ibicaba, foi uma das mais importantes na época e de grande significado no desenvolvimento de Limeira, tendo sido concebida, em 13 de janeiro de 1817, ao Tenente Joaquim Galvão de França e Manoel de Barros Ferraz, notando-se que neste período já possuía posseiros nas suas terras. Consta que a Fazenda Ibicaba foi iniciada em janeiro de 1805 e que a primeira posse deu-se em 1815.

Foto Fazenda Ibicaba em 1904

Terreiro de Café da fazenda Ibicaba destacando-se a Casa de Máquinas, 1904

Acervo Família Levy - Carlota Schmidt Memorial Center

Em 1822, realizou-se um censo no qual foi constatado a presença de 951 pessoas livres e 546 escravos morando na região. Mas foi a partir da abertura da nova estrada de Jundiaí à Campinas e desta à Piracicaba, passando pelo Morro Azul, iniciada em 1823 por iniciativa do Senador Vergueiro, proprietário e residente do Engenho Ibicaba, e terminada em 1826 com a conclusão dos pontes sobre os Rios Jaguari e Atibaia, que teve início a povoação, às margens do Ribeirão do Tatu, com a edificação da Capela de Nossa Senhora do Tathuiby.

A freguesia de Nossa Senhora das Dores do Tathuiby foi criada por lei provincial de 9 de dezembro de 1830. À 26 de fevereiro de 1832, foi lavrada a escritura de doação de um quarto de légua em quadra, para edificação da futura cidade. O doador, Capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos, que havia comprado parte da sesmaria do Tenente Ignácio Ferreira era então proprietário dos sítios Tatu e Lagoa Nova. Português nato e militar de carreira, o Cap. Cunha Bastos é considerado o fundador da cidade de Limeira.

Porem, o ano dado como o de fundação da cidade é 1826, ano no qual foi terminada a estrada Morro Azul - Campinas.

A partir daí a cultura do café tomou o lugar dos antigos engenhos de açúcar, expandindo-se de forma crescente, tanto nas grandes propriedades quanto nas novas fazendas que se abriram. A Fazenda Ibicaba, que iniciou essa cultura em 1828 com 6.000 cafeeiros, possuía 1.250.000 pés em 1863.

Em 1840, o Senador Vergueiro, proprietário desta, por iniciativa própria, trouxe de Portugal cerca de 80 portugueses, da província do Minho, para trabalhar na lavoura no lugar da mão-de-obra escrava, iniciativa pioneira na época. Em 1846, cria-se a Vergueiro Cia e inicia a vinda de colonos alemães e portugueses em regime de parceria. Nesse sistema, o colono tinha sob sua responsabilidade um certo número de pés e direito a uma parte da produção correspondente, devendo pagar com este rendimento os custos de sua viagem ao Brasil com juros de 6% ao ano. Seguiram-se levas suíços e, mais tarde, italianos.

O crescimento urbano levou políticos a reivindicarem a elevação da freguesia à cidade, fato ocorrido em 18 de abril de 1863 e em 20 de abril de 1875 passou à condição de Comarca de Limeira.

Em 1884, Limeira possuía cerca de 4.000 habitantes e 72 estabelecimentos comerciai. Destes 17 pertenciam a proprietários de origem germânica, principalmente do Ibicaba e São Jerônimo .

Em 1900 foi criado o primeiro Grupo Escolar, cujo prédio foi oferecido pelo Coronel Flamínio Ferreira de Camargo.

Nessa época, o café sofria muitas perdas no transporte no processo de descascamento, que era feito em grandes máquinas importadas, na cidade. Foi então que o filho do Coronel Flamínio, Trajano de Barros Camargo, inventou uma máquina de descascar café mais simples e barata. Para produzir tal equipamento, Dr. Trajano associou-se à Antonio Augusto de Barros Penteado, fundando a B. Penteado Cia, que tornar-se ia a Máchina São Paulo. A indústria foi uma das primeiras e mais importantes da cidade de Limeira juntamente com a Fábrica de Chapéus Prada e as Empresas Levy.

A laranja chegou à Limeira no início do século e, em 1915, começou a ser exportada para Argentina e Uruguai. Em 1924, a Organização Dieberguer comprou terras em Limeira com a intenção de atingir o mercado europeu e, em 1926, fez a primeira exportação deste fruto para o velho continente. Porém a experiência foi mal sucedida devido ao alto custo do transporte.

Em 1915, foi fundada a Máchina Zacarias, para produzir máquinas beneficiadoras de arroz e, em 1922, fundou-se a Fábrica Santa Cruz, de papelão.

Com a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, o café entrou em decadência e a cultura da laranja passou a receber maior atenção do governo. Na época, os produtos industrializados a partir da laranja eram o vinho, o óleo e o suco.

Em 1939, quando a população já atingia cerca de 44.000 pessoas, a citricultura atingiu seu apogeu, logo "barrado", pois com o início da 2ª Guerra Mundial a exportação foi paralisada. Nesse mesmo período surgiu a moléstia cítrica chamada "Tristeza", que destruiu os laranjais, devido a isto a citricultura só conseguiu se recuperar na década de 60.

Entre as décadas de 40 e 60, a indústria local conheceu um grande crescimento, principalmente no setor de máquinas operatrizes, de madeira e matais, com a instalação de diversas fábricas como a Varga e a Fumagalli.

Na década de 70 os EUA, principal mercado consumidor da citricultura brasileira, desenvolveu variedades de laranjas resistentes a geadas. Esse fato aliado às crises do petróleo, que deram origem ao programa pró-alcool do governo federal, fizeram a cultura da cana-de-açúcar entrar em ascensão na região, em desfavorecimento das de laranja e café.

Foto fachada edifício Prada

Antiga Indústria de Chapéus Prada, construída em 1937, atual sede da Prefeitura Municipal de Limeira

Hoje Limeira possui mais de 270 mil habitantes, caracterizando-se por ser uma cidade industrializada, tendo também forte setor comercial e de serviços. Na agricultura destacam-se a laranja e a cana-de-açúcar. Está localizada na região de Campinas, uma das mais industrializadas do país, possuindo um PIB maior que dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Fonte: portal da Prefeitura Municipal de Limeira

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